Estimativa de Porcentagem de Vegetarianos e Veganos no Brasil

No Brasil, estimativa de porcentagem de Vegetarianos e Veganos é: 14% da população se declara vegetariana. Segundo pesquisa do IBOPE Inteligência conduzida em abril de 2018. Em de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro estimativa de porcentagem de vegetarianos e Veganos sobe para 16%.

A estatística portanto representa um crescimento de 75% em relação a 2012.  Quando a mesma pesquisa indicou que a proporção da população brasileira nas regiões metropolitanas se declarava vegetariana era de 8%. Hoje, portanto representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar.

Portanto é um posicionamento em evolução, número maior do que as populações de toda a Austrália e Nova Zelândia juntas.

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Não há pesquisa no Brasil sobre o número de veganos. Porém, podemos considerar a estimativa de porcentagem de veganos (dentre vegetarianos) em países em que pesquisas recentes foram conduzidas. Assim inferir o número de brasileiros veganos, conforme a seguir:

Nos EUA, cerca de 50% dos vegetarianos se declararam veganos em pesquisa recente do Instituto Harris Interactive. No Reino Unido, a estimativa de porcentagem é de 33% dos vegetarianos se declararam veganos.

Se adotarmos a porcentagem mais conservadora (33%), temos que dos 30 milhões de brasileiros vegetarianos, portanto cerca de 7 milhões seriam veganos.

Crescimento do Mercado

De Janeiro de 2012 a Dezembro de 2017 o volume de buscas pelo termo ‘vegano’ aumentou 14x no Brasil. 

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Já existem, no Brasil, cerca de 240 restaurantes vegetarianos e veganos, além de um boom de lançamentos de pratos e lanches veganos em restaurantes e lanchonetes não-vegetarianas. O crescimento do mercado brasileiro reflete tendências mundiais: no Reino Unido, houve crescimento de 360% no número de veganos no país na ultima década (2005-2015). Nos Estados Unidos, o número de veganos dobrou em 6 anos (2009-2015).

Nos supermercados brasileiros também já é possível encontrar muitas versões veganas de produtos cárneos ou lácteos, como nuggets, presuntos, kibes, coxinhas, salsichas, lingüiças, sorvetes e requeijões.

E mais importante tais tendências vem acompanhadas do aumento de produtos e serviços destinados a este público. Conforme indicam pesquisas de mercado recentes elaboradas por grupos como Mintel e pelo Baum & Whiteman International Food Consultants e Yahoo Food Trends. 

Mas é só aqui?

Na Europa, 14% de todos os novos produtos lançados em 2015 são vegetarianos ou veganos. De 2013 a 2015, o lançamento de novos produtos veganos cresceu 150% no continente.

Segundo empresários do setor de produtos veganos consultados pela Folha (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/07/1787773-pequenas-empresas-de-produtos-vegetarianos-crescem-40-ao-ano.shtml), o crescimento do mercado de produtos veganos no Brasil tem sido da ordem de 40% ao ano, apesar da crise.

O programa de certificação vegana da SVB também é um termômetro do crescimento deste mercado. Com seis anos de existência, o certificado Selo Vegano já contempla mais de 1000 produtos de cerca de 100 marcas diferentes. A maioria das marcas são de alimentos, mas também há produtos cosméticos e de higiene. Mais informações: www.selovegano.com.br.

Projeção para os próximos anos

Os dados do Google Trends mostram que o crescimento no volume de buscas pelo tema tem aumentado de duas a três vezes a cada ano, em relação ao ano anterior (crescimento anual nas buscas entre 150% e 250%), o que representa o aumento do interesse do consumidor. Este ritmo deve se manter ou acelerar nos próximos anos.

Já a percepção de empresários do setor, conforme reportagem da Folha de S. Paulo, é de que o mercado crescerá 40% ao ano.

Um relatório da Wedbush, gigante de investimentos norte-americana, apontou que alternativas de base vegetal – como leite de soja, leite de amêndoas, e carnes vegetais – têm visto sua popularidade emergir ao longo dos últimos dez anos, e têm poucas chances de desacelerar. “Impulsionado pela inovação em produtos alternativos a carnes e leite, nós acreditamos que a indústria de alimentos de base vegetal representa mais de 3,5 bilhões de dólares em vendas, incluindo diversos substitutos de carnes e laticínios”, diz a pesquisa.

Segundo a Nutrikéo, empresa francesa de consultoria em estratégias alimentares, o mercado de proteínas vegetais – que representava US$ 7,8 bilhões (R$ 25 bilhões) em 2013 – poderá superar os US$ 11 bilhões (R$ 35 bilhões) em 2018, o que significaria um aumento de 40% em cinco anos.

Um estudo de 2016 da FAIRR (Farm Animal Investment Risk & Return), contemplando 40 investidores do segmento de alimentos que gerenciam US$1,25 trilhão em capital, encorajou 16 empresas globais de alimentos a mudar a forma de obtençao de proteína para os seus produtos – trocando proteína animal por vegetal a fim de reduzir riscos ambientais e de saúde. As empresas que receberam o apelo incluem Kraft Heinz, Nestlé, Unilever, Tesco e Walmart.

Outros públicos

O mercado de produtos veganos atinge não somente veganos e vegetarianos, mas também uma parcela crescente da população que busca reduzir o consumo de carnes, leite/derivados e ovos, incluindo aqueles com algum grau de intolerância à lactose – que já atinge 70% dos adultos brasileiros (http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/02/intolerancia-lactose-atinge-ate-70-dos-adultos-brasileiros.html).

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em janeiro de 2017 apontou que 63% dos brasileiros querem reduzir o consumo de carne. A pesquisa também descobriu que 73% dos brasileiros se sentem mal informados sobre como a carne é produzida. E mais 35% tem preocupação de saúde quanto ao seu consumo de carne.

De acordo com dados do IBGE e da Secex, houve uma retração de mais de 8% no consumo de carne bovina no Brasil. Portanto em 2015 comparado a 2014, atingindo o menor nível desde 2001.

Nos EUA, de acordo com o Instituto Harris Interactive, grande parcela dos americanos estão consumindo mais refeições vegetarianas (gráfico abaixo). No Canada, 30% da população ou é vegetariana, ou tem procurado reduzir o consumo de produtos de origem animal. 

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Valor de Mercado

Embora não haja no Brasil um cálculo específico do tamanho do mercado de produtos veganos, a Associação Brasileira de Supermercado afirma que a demanda por produtos vegetarianos é maior do que a oferta no país, com dados da Associação Franquia Sustentável indicando um faturamento de 55 bilhões de reais em 2015 no mercado de produtos naturais (http://www.abrasnet.com.br/clipping.php?area=1&clipping=51257).

 

Carne in vitro

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A carne de laboratório, ou carne in vitro, ou carne limpa como vem sendo chamada, não é um produto vegetariano. A Carne limpa não é destinada àquelas pessoas que já optaram por uma alimentação vegetariana. A iniciativa, entretanto, tem diversos pontos positivos, a saber. Ética: Permitirá a população que não quer deixar de consumir produtos de origem animal (ou não tem motivação/informação suficiente). Infelizmente ainda a maioria, consumir um produto cárneo que não envolve o sofrimento e a morte de animais. Como sabemos, muitos vegetarianos assim o são por questões éticas e pela compaixão aos animais. A carne de laboratório é uma aliada neste sentido. Saúde: A carne limpa é um produto mais benéfico do que a carne convencional para saúde pública.

MAIS E OS PROBLEMAS DE CONSUMO?

Os grandes problemas do consumo de produtos de origem animal envolvem  as contaminações por Salmonella, Campylobacter, Listeria, E.coli, dentre outros. Os riscos de epidemias e pandemias  para a população humana, e o mais grave, a contribuição da indústria pecuária. No caso da carne limpa, estes problemas deixam de existir. Portanto do ponto de vista ambiental, a carne limpa é energeticamente mais eficiente do que a produção de carne convencional. Requerendo assim menos terra, emitindo menos gases, dentre outros. Veja abaixo uma figura que resume um pouco a diferença da carne de laboratório com a carne convencional em termos de impactos (referência)carne2    Há também muitos investimentos na área para conseguir linhagens celulares com potencial de replicação quase infinito, ou seja, que a partir de uma biópsia, o material possa se multiplicar milhões de vezes. Outro desafio das startups trabalhando nestes projetos é o empenho em produzir um meio de cultura adequado ao crescimento da carne in vitro que seja totalmente livre de animais. Portanto algo que já está sendo conseguido em fases experimentais.

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