Startup Brasileira troca teste em animais por inteligência artificial

Startup brasileira troca teste em animais por inteligência artificial

 

Uma startup brasileira desenvolveu uma tecnologia que permite substituir testes toxicológicos em animais por um sistema que utiliza inteligência artificial.

Com a plataforma iS-Tox, a Altox consegue substituir estudos toxicológicos feitos em laboratório, como testes para detectar reações de medicamentos em animais, por testes feitos por meio de modelos computacionais.

Mas como funciona?

Algoritmos e técnicas complexas de inteligência artificial avaliam o potencial de toxicidade e ecotoxicidade de compostos e apontam para testes apenas moléculas com maior chance de sucesso. O processo computacional também evita a síntese química.

“Temos um processo 100% limpo, que evita tanto o uso de animais, quanto a geração de poluentes”, disse Carlos Eduardo Matos, diretor-técnico da empresa. “Há uma redução de custo e de tempo, o produto levará menos tempo para chegar à prateleira. Portanto haverá racionalização do número de animais utilizados no processo e a operação sofrerá uma redução significativa de custo. Contudo já que estará menos exposta à flutuação das moedas estrangeiras e a problemas com cronogramas ou disponibilidade de serviços.”

Segundo ele, um estudo de carcinogênese em ratos,  pode levar dois anos e custa mais de R$ 500 mil. Na iS-Tox, um exame equivalente que utiliza o modelo computacional dura apenas alguns segundos. Contudo o custo pode variar, de US$ 450 por teste único de um composto químico indo até US$ 100 mil por ano para testes ilimitados.

Na Europa, o teste em animais é proibido desde 2009, enquanto no Brasil apenas alguns Estados proíbem esse tipo de teste, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Isso vai trazer um diferencial competitivo para nossa indústria para que consigam vender no exterior”, acredita Matos.

Faça você mesmo!?

A empresa também pretende mudar seu modelo de negócios para um sistema “Do It Yourself” (faça você mesmo). Este modelo a empresa realiza treinamentos com seus clientes para que eles mesmos realizem os estudos. “O ideal é que cada cliente consiga fazer suas próprias análises, de modo remoto, sem a necessidade de um laboratório ou portanto de um computador potente”, afirmou.

Neste caso, os clientes desenham a estrutura da molécula a ser testada e o algoritmo da Altox avalia suas interações com as mais de 250 mil moléculas no banco de dados da plataforma, disponibilizando um relatório automático com todas as informações necessárias.

“Se o cliente tiver mil ingredientes, ele pode fazer o teste com os mil sem usar animais e sem precisar sintetizar um grama desses ingredientes”, disse Matos. (Com Reuters e Pesquisa para Inovação)

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